14 de novembro – Dia Nacional da Alfabetização

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 13 milhões de brasileiros ainda não conseguem ler ou escrever.

Desde 1966 é comemorado o Dia Nacional da Alfabetização, em 14 de novembro, para relembrar a criação dos antigos Ministérios da Educação e da Saúde Pública. Felizmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o analfabetismo vem diminuindo consideravelmente nos últimos quinze anos, embora ainda apresente dados alarmantes. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto, 13 milhões de brasileiros ainda não conseguem ler ou escrever. Segundo a UNESCO, o Brasil é o oitavo país no ranking de analfabetismo no mundo. Alagoas é o estado com maior porcentagem (21,7%) e mesmo no Distrito Federal, que apresenta a menor porcentagem (2,7%), 53 mil pessoas são analfabetas.

Para a educadora Rosângela Torres, consultora da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em Belo Horizonte, não se pode falar em alfabetização sem conceituar também o letramento que, apesar de serem atitudes independentes, estão interligadas. Ela conceitua a alfabetização como a aquisição de competência e habilidades do sistema de escrita e leitura, com seus grafemas e fonemas, enquanto o letramento é o uso social da linguagem e escrita. “Alfabetizada é aquela pessoa que consegue ler e escrever um bilhete simples. Hoje a grande questão que se coloca nas escolas é alfabetizar o sujeito proporcionando também o seu letramento, ou seja, fornecer ao aluno a aquisição convencional do sistema de escrita e sua utilização nas práticas de uma vida em sociedade”.

Ainda segundo a consultora, a alfabetização deve se desenvolver em um contexto de letramento como início da aprendizagem da escrita e o desenvolvimento de habilidades de uso da leitura nas práticas sociais. “O processo de alfabetização na verdade se inicia muito antes da criança entrar na escola, mas quando começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no mundo social. Ao entrar na escola, aos seis anos de idade, ela aprende os símbolos convencionais da escrita e o uso dessa escrita e leitura no dia a dia”, explicou.


Gestão Integrada da Escola (GIDE)

Pensando nisso, as escolas parceiras que são atendidas pela FDG e que trabalham com a metodologia da Gestão Integrada da Escola (GIDE), conseguem mensurar por meio do Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS), o número de crianças alfabetizadas até o 3º ano do Ensino Fundamental, ou seja, até os 8 anos, que é a idade recomendada pelo MEC para consolidar a alfabetização. “Após esse diagnóstico, a escola deve estabelecer uma meta para elevar o número de crianças alfabetizadas e planejar ações para o alcance dessa meta. Como exemplo, as escolas trabalham atividades de reforço, monitoria com os alunos com melhor desempenho, jogos, campeonatos, olimpíadas, feiras, etc. Todas as ações com foco na recuperação dos alunos com dificuldade aprendizagem”, declarou Janaína Lopes, consultora da FDG.

Ela ressalta que outros fatores são imprescindíveis para uma alfabetização de sucesso. “Um ambiente familiar que incentive à leitura, uma escola focada na qualidade do processo de ensino-aprendizagem e um método de gestão para melhoria dos resultados, esse conjunto alinhado faz toda a diferença!”, garantiu Janaína.

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial