5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

Escola municipal, em BH, cria projeto e desenvolve ações para intensificar a coleta de resíduos de papeis e o descarte correto de pilhas.

Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente em Estocolmo, na Suécia, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho. Mas foi em 27 de maio de 1981, através do Decreto Federal 86.028, que o governo brasileiro também estabeleceu que neste período, anualmente, em todo território nacional se promoveria a Semana Nacional do Meio Ambiente.

Pensando na melhoria e qualidade do meio ambiente, a Escola Municipal Francisco Magalhães Gomes, em Belo Horizonte, planejou ações para intensificar a coleta de resíduos na escola. Segundo a pedagoga Rosângela Torres de Sá, consultora da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG) e parceira da escola, a direção percebeu que a instituição estava produzindo muito papel e por isso foi inserida uma ação do plano ambiental para trabalhar essa questão.

A consultora explica que o plano ambiental faz parte do programa 5S, que propõe iniciativas e ações que visam o ambiente da qualidade. O Programa 5S é composto por cinco sensos: utilização, ordenação, limpeza, saúde e autodisciplina, e faz parte da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), implantada pela FDG na escola. Seu indicador gerencial permite que sejam identificados, além de causas relacionadas ao processo ensino-aprendizagem, causas relativas às condições ambientais. Ao fazer isso, colabora também com a atitude das pessoas em relação a esse ambiente, os seus colegas e a si mesmas, garantiu Rosângela.

Ações

De acordo com a pedagoga, várias ações já foram e ainda estão sendo desenvolvidas para colocar em prática esse projeto para a redução de resíduos produzidos na escola e gerar os resultados esperados. “Foi criado um folder explicativo sobre o projeto e promovido um dia D para a divulgação do mesmo. Nos últimos dias, estão sendo realizadas oficinas para confeccionar caixas de papelão onde serão coletados os papeis descartados na escola. Os alunos fizeram também uma visita a um aterro sanitário e os professores estão trabalhando com eles em sala de aula ações para diminuir a produção do lixo”.

A consultora acrescenta que além da coleta de papeis, a direção da escola já tinha uma ação para descarte de pilhas que também foi incluída nesse projeto. “Serão colocados recipientes no pátio da escola para a coleta de papeis e pilhas, mas futuramente a ideia é expandir para a coleta seletiva também de outros itens como plástico, vidro e alumínio”, disse Rosângela.

Todo esse projeto é monitorado pelo Programa de Saúde na Escola (PSE) e conta ainda com a colaboração de um funcionário da prefeitura que trabalha na instituição e fica responsável pelo acompanhamento do mesmo.