Ah, o Brasil!

Por José Martins de Godoy

No Brasil, aonde vamos chegar como nação? Tendo vivido três anos na Escandinávia, constato que os povos evoluem, atingindo um estágio avançado de desenvolvimento e convivência humana. Encontrei um povo leal, solidário, que prima pela honestidade, cumpridor de leis e normas. Os povos também involuem. No Brasil, estamos submetidos a mentiras, desonestidades, engodos, falcatruas, negação da corrupção, criminalidades . Fatos óbvios são negados sem nenhum pudor. Os valores éticos universais são ignorados. As leis são relativas, dependendo da ideologia. Insuflam-se minorias, visando o caos, do qual se espera a purificação das iniquidades, surgindo o paraíso terrestre, conforme preconiza determinada ideologia. De fato, os exemplos arrastam. A depender dos nossos deploráveis “líderes”, a desesperança é a nossa realidade.

Existe um conceito de que os fins justificam os meios; não o defendo. De que adianta atingir metas arrojadas ( modelo Brasil) se na trajetória ficarem insatisfações, mágoas e cicatrizes? Já houve (possivelmente ainda haja) adeptos de tais práticas. Fizeram escola! Para atingir seus objetivos exigiam comprometimentos e dedicação além do razoável, com promessas elevadas remunerações, bônus por resultados e progressões na carreira, Também, em caso de fracassos, ameaças, penalidades e abusos. Prática contrária ao que difundimos, desde 1986, por meio da gestão no estilo japonês. Poucas pessoas conseguiram atingir as exigências e ficaram financeiramente bem. Resta saber se valeu a pena, em função das sequelas da caminhada. Tendo em vista os fins sociais das empresas, nada justifica transformá-las em máquinas de triturar pessoas, tanto empregados, fornecedores e mesmo consumidores ( com produtos de qualidade insuficiente).

Somos criaturas, cada um de nós foi sonhado por Deus. Temos uma função a executar neste mundo. Como empresários e/ou dirigentes, temos o dever de encontrar a melhor forma de vocacionar as pessoas, reconhecendo talentos e desenvolvendo habilidades. Nossa ação será o passaporte para a vida eterna; a prática do bem determina o destino final. Para os materialistas, tudo termina aqui: implica usufruir o máximo deste “paraíso”.

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