Maria Helena Godoy recebe Medalha JK

Maria Helena Godoy recebe Medalha JK

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Em Diamantina, o governador Fernando Pimentel presidiu uma bela solenidade que condecorou uma série de personalidades com a Medalha JK, cujo patrono é o ex-presidente Juscelino Kubitschek. O mérito cívico é concedido a personalidades mineiras que prestaram serviços de excepcional relevância à coletividade do município, estado ou país. Entre as personalidades agraciadas, destacamos a ilustre professora Maria Helena Godoy, que foi acompanhada por seu marido, o professor José Martins Godoy. (Foto: Rodrigo Godoy e Luísa Lolli, José Martins Godoy e Maria Helena, Raquel Godoy e Guilherme Tolentino – Crédito Luiz Felipe Ribeiro Pereira)

 

Fonte: http://blogdopco.com.br/maria-helena-godoy-recebe-medalha-jk-2/. Acessado em: 19 de setembro de 2017.

A tragédia do ensino público

A tragédia do ensino público

Os resultados do Ideb/2015 mostram a tragédia que é o ensino público brasileiro. O ensino médio e fundamental 2 não atingiram as metas definidas para o exercício em pauta. No meu julgamento, falta o entendimento de quais itens são realmente importantes para produzir bons resultados. É óbvio que não basta criar slogans do tipo Pátria Educadora e fazer exortações para atingir melhores resultados. Também não é suficiente estabelecer metas (já foi um grande avanço, pois antes a palavra meta era considerada um palavrão na área educacional), é preciso ensinar “como atingir as metas”. O pulo do gato é a gestão focada em resultados.

Há exceções nesse universo trágico. Merece destaque o que foi conseguido pelo estado do Ceará. Entre as 100 melhores escolas públicas do país, 77 são do Ceará. No ensino fundamental 1 e fundamental 2, as 10 primeiras e 5, entre as 10 primeiras, respectivamente, são daquele estado. O que aconteceu? Julgo que a maneira de gerenciar o sistema teve forte influência. Nós lá estivemos implementando programas de gestão de 2001 a 2006 (com algumas interrupções durante uma mudança de governo). A Gestão Integrada da Escola (Gide), idealizada por Maria Helena P.C. de Godoy, começou a ser difundida em 2005, com a participação de todos os dirigentes da Secretaria da Educação e das escolas estaduais. Foi um movimento avassalador, tendo a aprovação de 98% dos dirigentes envolvidos. Continuamos acompanhando à distância a forma de atuação dos responsáveis pela gestão do ensino no estado. Vários deles são pessoas formadas naquele processo inicial e, no nosso entendimento, nunca deixaram de perseguir as metas de melhoria.

Outro destaque é a cidade de Manaus. O Instituto Aquila conduz, naquela cidade, um projeto que abrange cerca de 450 escolas na implementação da Gide. O ensino fundamental 2 era o mais crítico. A forte liderança do prefeito e da secretária de Educação, com grande envolvimento dos demais dirigentes e docentes, fez com que Manaus fosse a cidade que mais crescesse no país no Ideb/2015. O fundamental 2 deu um salto significativo. A revista Exame, na edição de 28/9/2016, numa reportagem de 5 páginas, sob o título Como Manaus passou de ano, narra este feito excepcional da capital do Amazonas. É uma prova cabal de que a gestão focada em resultados, conduzida por liderança comprometida, persistente e laboriosa e participação de assistência técnica competente, realmente funciona. É claro que é necessário abordar as causas fundamentais que impedem o atingimento das metas. E isso a Gide e as pessoas que a implementam sabem muito bem fazer.

Outro exemplo edificante é a Escola Estadual Gomes Carneiro de Porto Alegre. Conseguiu atingir a melhor média no Enem, entre as escolas estaduais do país. Como a maioria das escolas, tem muitas carências, falta de verbas (neste particular, o Brasil não está mal posicionado entre os países da OCDE. Ocupa o 15º lugar; porém, há desequilíbrio na destinação dos recursos pela falta de foco em que investir), instalações precárias, conforme foi mostrado em reportagem realizada na escola e mostrada para todo o país. Apesar de tudo, os dirigentes e docentes não esmoreceram e produziram esse milagre. É interessante notar que se concentraram nas causas normalmente encontradas em milhares de escolas da rede pública do país. A questão é definir as mais importantes, priorizá-las e implementar as contramedidas para saná-las. Dentre as causas, a mais importante é comprometimento do corpo docente e o seu empenho em conduzir as tarefas pertinentes. Isso foi o que mais chamou a atenção na Gomes Carneiro.

Quando se tem a Gide como método de trabalho, sustentada pelo Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS), também idealizado por Maria Helena P.C. de Godoy, torna-se fácil buscar as melhorias. O índice possibilita diagnosticar rapidamente as causas que impedem as escolas de atingir bons resultados. Foi concebido pela observação das causas recorrentes em mais de 5.000 escolas públicas. Contando com liderança, persistência, dedicação, amor pela causa da educação (itens indispensáveis para o aproveitamento do potencial da juventude brasileira e imprescindíveis ao progresso da nação), não tem errata. É melhorar ou melhorar.

José Martins de Godoy
185 – 28/10/2016

Fonte: Disponível em http://revistaviverbrasil.com.br/plus/modulos/listas/?tac=noticias-ler&id=1580#.WBMzCC0rLIU em 28 de outubro de 2016.

José Martins de Godoy, engenheiro pela UFMG, dr. engenheiro pela Norges Tekniske Hogskole, ex-diretor da Escola de Engenharia da UFMG, cofundador do INDG, instituidor e integrante do Conselho de Administração Superior da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), presidente do Conselho de Administração do Instituto Aquila.
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A importância do professor como gestor em sala de aula

A importância do professor como gestor em sala de aula

Segundo especialista, o maior desafio para o professor, hoje, é saber planejar aulas e atividades cada vez mais atrativas, uma vez que os alunos estão inseridos em um mundo tecnológico em que as informações são acessadas com o maior nível de sofisticação e em tempo real.

A data de 15 de outubro é merecidamente dedicada ao Dia do Professor, mas ainda são poucas pessoas que enxergam e entendem o importante papel que ele desempenha também como gestor da sala de aula. Segundo a pedagoga Maria Helena Godoy, coordenadora técnica dos projetos educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), o professor, hoje, vive um grande desafio de saber planejar aulas e atividades cada vez mais atrativas, usando materiais e abordagens alternativas, uma vez que os alunos estão inseridos em um mundo tecnológico em que as informações são acessadas com o maior nível de sofisticação e em tempo real. “Cabe a ele identificar as experiências prévias dos seus alunos e inovar sistematicamente para que o interesse deles seja mantido. A gestão pode contribuir também nesse aspecto, uma vez que orienta para a identificação, o registro e a difusão de melhores práticas nas escolas”.

Ela acredita que o professor é um gestor de sala de aula, na essência da palavra e explica que gerenciar é organizar os meios para atingir os fins. “Portanto, cabe a ele desenvolver o processo ensino aprendizagem, com a melhor qualidade possível (cuidando do material pedagógico, da abordagem selecionada e outros meios), para que os resultados de aprendizagem sejam atingidos. Por isso, o professor deve sempre buscar estipular objetivos para o trabalho em sala de aula e com os alunos. Quem não tem meta, não gerencia. As metas dão o norte, mostrando onde se deve chegar ou quais resultados desejam alcançar”, garantiu Maria Helena.

Um exemplo é a meta do IDEB, estabelecida pelo MEC. Segundo a especialista, em um processo de gerenciamento mais avançado, é interessante estabelecer metas até por aluno. “Dessa forma, além das metas da escola/turma, cada aluno irá gerenciar o seu próprio desenvolvimento. Evidentemente, metas pedem planos de ação para que sejam atingidas. A gestão engloba os elementos indispensáveis para atingir melhores resultados. A aplicação do método científico de solução de problemas (PDCA) tem apoiado redes de ensino e escolas (mais de 5.500 escolas em 10 estados do Brasil), na busca de melhores resultados no processo ensino aprendizagem. Os resultados são significativos. Redes de ensino e escolas que aplicam a metodologia têm apresentado crescimento exponencial nas notas do IDEB e são vistos como referência para outras redes e escolas no País”.

Mas, para isso também é importante a participação de toda a escola, principalmente a direção. “A direção é a liderança máxima da escola. Quando se aplica gestão na área educacional, comprova-se que resultados na educação são conquistados observando-se três elementos: liderança, conhecimento técnico (fazer pedagógico) e conhecimento gerencial. Cabe, portanto, à liderança, convocar a comunidade, motivá-la para trabalhar por metas mais elevadas, conduzir a implementação de planos de ação robustos e consistentes, monitorando e tomando as ações corretivas em caso de insucesso, além de padronizar as boas práticas. Isto é gestão!”, afirmou a coordenadora de projetos da FDG”

Trabalho em equipe

Outra parte importante desse processo é o envolvimento dos pais com a educação dos filhos. As notas da Prova Brasil, cruzadas com os dados dos questionários do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) sobre participação de pais, mostram que os resultados dos alunos, até o quinto ano, podem ser incrementados em torno de 20%, quando os pais são parceiros da escola. De acordo com a pedagoga, o envolvimento dos pais é um exercício de persuasão a ser conduzido pelas lideranças da escola, mostrando os benefícios para os filhos. “Há escolas que fazem atividades paralelas que envolvem os pais, no sentido de fazê-los participar da vida escolar dos filhos”.

Ela acrescenta que a rotina escolar também deve existir, além de ser bem planejada e cumprida. Ainda segundo a especialista, isso propicia previsibilidade no cumprimento dos conteúdos e no atingimento das metas estabelecidas. “É impensável uma escola que conduza as atividades de forma aleatória. É absolutamente importante que a escola consiga atrair os pais para que eles sejam seus parceiros, na busca da excelência do processo ensino aprendizagem. Esta postura é especialmente importante para os alunos mais novos (até o quinto ano). Atuando assim, os hábitos, estabelecidos na escola serão mantidos em casa e os resultados da aprendizagem serão potencializados”, completou.

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

Com o suporte da metodologia GIDE Avançada, Manaus supera a média do país em todos os níveis de ensino no Ideb 2015

Com o suporte da metodologia GIDE Avançada, Manaus supera a média do país em todos os níveis de ensino no Ideb 2015

Enquanto 16 das 26 capitais brasileiras não alcançaram suas metas na educação básica, Manaus se destacou na avaliação do Ministério da Educação como a capital que mais cresceu no IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – 2015. O crescimento foi tão significativo que a rede do município já alcançou as metas previstas para 2019.

A rede municipal de educação de Manaus é a terceira maior do Brasil, com 492 escolas e 292 mil alunos. O assunto mereceu a reportagem do jornalista Leo Branco, da Revista Exame, intitulada “Como Manaus Passou de Ano”. O texto mostrou os avanços obtidos no ensino da capital amazonense, conquistados com o suporte da metodologia GIDE – Gestão Integrada da Educação Avançada – idealizada pela Prof.ª Maria Helena Godoy. O projeto foi conduzido desde seu início, em 2014, pela sócia sênior do Aquila, Michelle Souza.

Leia a íntegra da matéria no site da Revista Exame

Alunos de escolas públicas atendidas pela FDG, em BH, terão acesso a uma nova ferramenta educacional de ponta que possibilita o aprendizado da matemática por meio de jogos

Alunos de escolas públicas atendidas pela FDG, em BH, terão acesso a uma nova ferramenta educacional de ponta que possibilita o aprendizado da matemática por meio de jogos

O Gerente de Tecnologia do Colégio Loyola, Bruno Paim, e a Consultora Educacional da FDG, Pollyanna Paulo, concedem entrevista à Rádio Itatiaia para falar sobre essa ferramenta inovadora, o Mangahigh, e sua implementação em três escolas parceiras da Fundação.

AUTO FALANTEOuça a entrevista

Dia da Família

Dia da Família

Neste ano, o evento realizado na Escola Estadual Helena Pena, em Belo Horizonte, teve como tema o combate e prevenção à dengue.

Todos os anos a Escola Estadual Helena Pena, no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, promove a festa do Dia da Família. Há alguns anos a escola deixou de promover uma festa para o Dia das Mães ou dos Pais e passou a realizar um evento único e sem distinção, já que atende alunos que vivem em diferentes estruturas familiares. Neste ano, devido ao aumento de casos de dengue entre os alunos e funcionários o tema da festa, que aconteceu na manhã do último sábado, dia 7, foi o combate e prevenção ao mosquito Aedes Aegypt.

Durante o evento, os alunos realizaram uma série de apresentações. Os estudantes do 5º ano fizeram uma apresentação teatral para toda a escola, no próprio auditório, sobre o combate à dengue. Já os alunos de 6 e 7 anos, apresentaram uma música sobre o Dia da Família. Na quadra de esportes da escola também houve uma apresentação de Zumba, produzida pela professora de educação física. Além disso, os pais receberam, em sala de aula, os resultados do 1º bimestre dos alunos durante uma reunião com os professores e as mães foram homenageadas pelo seu dia, que foi comemorado no último domingo, dia 8.

Campanha de combate à dengue

A escola atende alunos de 6 a 11 anos, do 1º ao 5º ano, totalizando cerca de 500 estudantes. De acordo com a vice-diretora Sidnea Aparecida, neste ano houve um aumento significativo dos casos de dengue na escola e que vem afastando alunos e professores da sala de aula. “Temos realizado com os estudantes passeatas na região com a distribuição de panfletos para a comunidade. Já os alunos menores fazem rondas diárias na escola para identificar possíveis focos do mosquito. Além das peças de teatro sobre o tema, também foi confeccionado um mural, com a ajuda de algumas mães conscientizando sobre a importância da prevenção à dengue”.

 

A vice-diretora acrescenta que todas essas ações fazem parte do programa ambiental 5S, que foi implantado na escola por meio da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), pela Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG). “O 5S trabalha os cinco sensos para a melhoria do ambiente e também da vida pessoal de toda comunidade escolar, ajudando a formar hábitos saudáveis de vida entre as pessoas”, disse.

 

“A campanha de combate à dengue engloba todos os temas do programa 5S (Utilização/Ordenação/Limpeza/Saúde/Auto-disciplina). Com a utilização, limpeza e ordenação é possível separar os materiais que são úteis dos que não são mais utilizados para evitar o acúmulo de sujeira e água parada, contribuindo para a saúde de todos e a auto-disciplina de manter esse hábito”, afirmou a consultora da FDG na escola, Janaína Lopes.

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

Especialista em gestão educacional garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem.

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Mas, o que poucas pessoas sabem é que a má qualidade educacional no país não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional. O ano de 2016 começou com uma crise econômica e a educação foi uma das áreas que sofreu cortes de investimentos. Mas, para a professora Maria Helena Godoy, coordenadora dos projetos técnicos educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em Nova Lima, o mais importante é saber como utilizar esse ativo.

A especialista garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem. Entretanto, esses mesmos investimentos, sem foco gerencial, são, na maioria dos casos, desperdício e uma ação falida em termos de resultados. “É necessário que as lideranças educacionais saibam onde intervir, evitando desperdício de recursos, tempo e talento de profissionais que decidem percorrer o caminho de tentativas e erros, ao implementar políticas e projetos, sem um diagnóstico prévio, fundamentados em hipóteses”, diz Maria Helena.

De acordo com a educadora, a gestão contribui fortemente para a melhoria da qualidade da educação, melhorando os índices, por exemplo, de alfabetização, IDEB, ENEM e outros. “É preciso lembrar que o método gerencial não substitui o conhecimento técnico ou pedagógico, mas faz acender um farol indicando onde se deve interferir, na seleção de ações para reversão dos maus resultados. Um exemplo dessas ações apontadas com muita frequência em planos gerenciais diz respeito à atratividade das aulas ministradas. Diagnósticos gerenciais mostram que este é um fator crucial para que se obtenham bons resultados educacionais, como os que têm sido alcançados em Redes Educacionais”, cita.

 

Tabela resultados da implementação_Manaus

Resultados

E para ajudar neste processo de gestão, a especialista cita uma importante ferramenta que permite integrar os aspectos pedagógicos, estratégicos e gerenciais: a metodologia GIDE (Gestão Integrada da Escola), que é orientada pelo método PDCA de solução de problemas e balizada pelo indicador próprio IFC/ RS (Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social), apresentando de forma organizada as causas pedagógicas e ambientais que têm impacto nos resultados da aprendizagem. “Escolas e redes de ensino que buscam a metodologia GIDE como método gerencial têm se beneficiado significativamente. Em Belo Horizonte, por exemplo, 5 dos 10 primeiros lugares dentre as escolas públicas, no IDEB 2013, (Ensino Fundamental 1) são parceiras ou ex-parceiras da FDG. A escola que detém o primeiro lugar desde 2009, no IDEB (7,9 em 2013), é também parceira da FDG”, afirma a professora.

Ensino Fundamental I

Dessa forma, na medida em que o conhecimento gerencial organiza os meios para atingir os fins, ou seja, os resultados do processo ensino aprendizagem, conclui-se que a gestão é, de fato, um caminho insubstituível para alterar o patamar de resultados existentes. “Não é utópico pensar que a gestão na educação se mostra o melhor caminho para o crescimento do País”, declara Maria Helena Godoy.

Ideb escolas públicas

Ideb escolas públicas II

Ela lembra que cabe à sociedade civil, com destaque para os pais de alunos, acompanhar criteriosamente os resultados produzidos pelas escolas, a exemplo do IDEB e, em casos de resultados ruins, sugerir (em conselhos de pais, por exemplo) uma gestão mais eficaz com foco em resultados. No caso das empresas, levando-se em conta a eficácia de sua responsabilidade social, o apoio das organizações, fundações e instituições sociais é muito bem-vindo e pode fazer toda a diferença. “A experiência ensina que somente com aplicação de um método gerencial escolas e redes estarão aptas a decidir qual a melhor forma de aplicar um investimento financeiro”.

 

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Aprendizado Adequado

Prova Brasil – Escala SAEB

Na Prova Brasil, o resultado do aluno é apresentado em pontos numa escala (Escala SAEB). Discussões promovidas pelo comitê científico do movimento Todos Pela Educação, composto por diversos especialistas em educação, indicaram qual a pontuação a partir da qual pode-se considerar que o aluno demonstrou o domínio da competência avaliada. Decidiu-se que, de acordo com o número de pontos obtidos na Prova Brasil, os alunos são distribuídos em 4 níveis em uma escala de proficiência: Insuficiente, Básico, Proficiente e Avançado. No QEdu, consideramos que alunos com aprendizado adequado são aqueles que estão nos níveis proficiente e avançado.

Saeb

 

Fonte: Fundação de Desenvolvimento Gerencial

15 de março: Dia da Escola

15 de março: Dia da Escola

Especialista garante que a má qualidade educacional no país não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional e explica como reverter este quadro.

A data de 15 de março é dedicada ao Dia da Escola, mas em relação à educação e o ensino público do Brasil não há muitos motivos para comemorar. Não é preciso citar todos os problemas que o sistema educacional brasileiro possui, mas é um consenso saber que ter acesso à educação é fundamental na vida de qualquer pessoa, por isso torná-la prioridade é fundamental para o país.

Entre os problemas mais contundentes enfrentados pela educação no país estão a evasão, retenção e baixo nível de aprendizagem. Para a consultora educacional da Fundação de Desenvolvimento Gerencial, Ana Paula Mendonça, quando há melhoria no índice de aprovação e redução no índice de abandono, as escolas economizam recursos expressivos, sendo que, um aluno reprovado origina custos dobrados. “Além disso, motivar um aluno a estudar para que ele alcance os conhecimentos esperados ao longo do ano permite que ele tenha grandes chances de dar sequência aos estudos com qualidade e dentro da faixa etária prevista.”

Mas, o que poucas pessoas sabem é que a má qualidade educacional no país, na maioria das vezes, não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional. Para a professora Maria Helena Godoy, coordenadora dos projetos técnicos educacionais da FDG é preciso que as lideranças educacionais saibam onde intervir, evitando desperdício de recursos, tempo e talento de profissionais que decidem percorrer o caminho de tentativas e erros, ao implementar políticas e projetos, sem um diagnóstico prévio, fundamentado em hipóteses.

A importância da Gestão Escolar para a melhoria dos resultados

Para conseguir atuar diretamente na organização das causas pedagógicas e ambientais que têm impacto nos resultados das instituições, a implementação da metodologia de Gestão Integrada da Escola (GIDE) tem gerado importantes resultados. “Escolas e redes de ensino que buscam essa metodologia têm se beneficiado significativamente. Em Belo Horizonte, por exemplo, 5 dos 10 primeiros lugares dentre as escolas públicas, no IDEB 2013, (Ensino Fundamental 1) são de escolas parceiras ou ex-parceiras da FDG. A escola que detém o primeiro lugar desde 2009 no IDEB (7,9 em 2013), é também parceira da FDG”, citou a professora.

De acordo com a consultora Ana Paula, a GIDE é um método gerencial que fala a linguagem utilizada nas escolas. “Sua implementação é orientada juntamente com a equipe gestora da escola, como direção, vice-direção e supervisores. Esse time fica responsável por replicar e orientar os professores durante o desenvolvimento da GIDE”.

E para projetar um trabalho permanente e com maior resultado, a Fundação busca o atendimento das Redes Municipais e/ou Estaduais de educação. “Esse trabalho já está sendo realizado no município de Vespasiano e vem sendo conduzido por meio do investimento de empresa privada, comprometida com responsabilidade social em educação que, sob convênio com a FDG, atende toda a comunidade em seu entorno. Ao participarem efetivamente do amplo contexto educacional carente de ferramentas de gestão, as empresas que investem numa Rede Escolar auxiliam na melhoria da educação brasileira mudando os resultados do município atendido”, citou a consultora educacional.

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

Especialista em gestão educacional garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem.

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Mas, o que poucas pessoas sabem é que a má qualidade educacional no país não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional. O ano de 2016 começou com uma crise econômica e a educação foi uma das áreas que sofreu cortes de investimentos. Mas, para a professora Maria Helena Godoy, coordenadora dos projetos técnicos educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em Nova Lima, o mais importante é saber como utilizar esse ativo.

A especialista garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem. Entretanto, esses mesmos investimentos, sem foco gerencial, são, na maioria dos casos, desperdício e uma ação falida em termos de resultados. “É necessário que as lideranças educacionais saibam onde intervir, evitando desperdício de recursos, tempo e talento de profissionais que decidem percorrer o caminho de tentativas e erros, ao implementar políticas e projetos, sem um diagnóstico prévio, fundamentados em hipóteses”, diz Maria Helena.

De acordo com a educadora, a gestão contribui fortemente para a melhoria da qualidade da educação, melhorando os índices, por exemplo, de alfabetização, IDEB, ENEM e outros. “É preciso lembrar que o método gerencial não substitui o conhecimento técnico ou pedagógico, mas faz acender um farol indicando onde se deve interferir, na seleção de ações para reversão dos maus resultados. Um exemplo dessas ações apontadas com muita frequência em planos gerenciais diz respeito à atratividade das aulas ministradas. Diagnósticos gerenciais mostram que este é um fator crucial para que se obtenham bons resultados educacionais, como os que têm sido alcançados em Redes Educacionais”, cita.

 

Tabela resultados da implementação_Manaus

Resultados

E para ajudar neste processo de gestão, a especialista cita uma importante ferramenta que permite integrar os aspectos pedagógicos, estratégicos e gerenciais: a metodologia GIDE (Gestão Integrada da Escola), que é orientada pelo método PDCA de solução de problemas e balizada pelo indicador próprio IFC/ RS (Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social), apresentando de forma organizada as causas pedagógicas e ambientais que têm impacto nos resultados da aprendizagem. “Escolas e redes de ensino que buscam a metodologia GIDE como método gerencial têm se beneficiado significativamente. Em Belo Horizonte, por exemplo, 5 dos 10 primeiros lugares dentre as escolas públicas, no IDEB 2013, (Ensino Fundamental 1) são parceiras ou ex-parceiras da FDG. A escola que detém o primeiro lugar desde 2009, no IDEB (7,9 em 2013), é também parceira da FDG”, afirma a professora.

Ensino Fundamental I

Dessa forma, na medida em que o conhecimento gerencial organiza os meios para atingir os fins, ou seja, os resultados do processo ensino aprendizagem, conclui-se que a gestão é, de fato, um caminho insubstituível para alterar o patamar de resultados existentes. “Não é utópico pensar que a gestão na educação se mostra o melhor caminho para o crescimento do País”, declara Maria Helena Godoy.

Ideb escolas públicas

Ideb escolas públicas II

Ela lembra que cabe à sociedade civil, com destaque para os pais de alunos, acompanhar criteriosamente os resultados produzidos pelas escolas, a exemplo do IDEB e, em casos de resultados ruins, sugerir (em conselhos de pais, por exemplo) uma gestão mais eficaz com foco em resultados. No caso das empresas, levando-se em conta a eficácia de sua responsabilidade social, o apoio das organizações, fundações e instituições sociais é muito bem-vindo e pode fazer toda a diferença. “A experiência ensina que somente com aplicação de um método gerencial escolas e redes estarão aptas a decidir qual a melhor forma de aplicar um investimento financeiro”.

 

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ANEXO I

Aprendizado Adequado
Prova Brasil – Escala SAEB

Na Prova Brasil, o resultado do aluno é apresentado em pontos numa escala (Escala SAEB). Discussões promovidas pelo comitê científico do movimento Todos Pela Educação, composto por diversos especialistas em educação, indicaram qual a pontuação a partir da qual pode-se considerar que o aluno demonstrou o domínio da competência avaliada. Decidiu-se que, de acordo com o número de pontos obtidos na Prova Brasil, os alunos são distribuídos em 4 níveis em uma escala de proficiência: Insuficiente, Básico, Proficiente e Avançado. No QEdu, consideramos que alunos com aprendizado adequado são aqueles que estão nos níveis proficiente e avançado.

Saeb

 

Fonte: Fundação de Desenvolvimento Gerencial

Justiça Restaurativa

Justiça Restaurativa

Palestra realizada no último sábado, para educadores das instituições de ensino parceiras da FDG, discutiu os desafios de lidar com os conflitos e a violência nas escolas.

No último sábado, dia 28, a psicóloga Mônica Mumme esteve em Belo Horizonte e realizou palestra sobre os desafios da convivência na escola, para educadores das instituições de ensino parceiras atendidas pela Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG). O evento foi realizado durante a manhã de sábado, no teatro do Colégio Loyola e é fruto do Convênio de Cooperação Técnica entre o Colégioe a FDG, firmado desde o início deste ano.

Vinda de São Paulo para esse fim, Mônica Mumme, além de psicóloga, é professora, consultora e palestrante especializada em mudanças de comportamento e paradigmas e na implementação de novas práticas. “Esta é uma ótima oportunidade para oseducadores entenderem como as “práticas restaurativas” têm auxiliado os gestores escolares nesse momento de desafio para as instituições”, declarou.

Segundo a especialista é preciso pensar na escola como um lugar comum de convivência e qual o papel de cada um na construção de uma cultura de paz. “O desafio de transformar instituições em espaço de convivência ética e pacífica é imenso. Não se pode, de forma alguma, incorrer no erro de excluir nenhum ator que forma esta instituição. Não podemos deixar que uns ditem a outros como devem ser, sentir e reproduzir nas relações a dominação e o poder autoritário que são muitas vezes o primeiro ato violento e banalizado em nossa sociedade”, afirmou Mônica.

Convivência nas escolas

Após a exposição da palestrante, dois ex-alunos do Colégio Loyola fizeram uma apresentação teatral para os convidados relacionado ao tema do evento. A peça foi inspirada na historia infantil “O Patinho Feio” e de forma muito bem humorada e inteligente mostrou a questão do bullying e a dificuldade que muitas crianças enfrentam em fazer amizades quando ingressam em uma nova instituição de ensino.

A manhã de trabalho foi encerrada com um bate-papo entre a palestrante e os convidados, que puderam tirar dúvidas e fazer perguntas para a especialista, que se dispôs a colaborar com os educadores das instituições públicas parceiras para a criação de um “Núcleo para a Paz”, com o objetivo de melhorar a convivência nas escolas e reduzir a violência.

Foto: Divulgação

Fonte: http://www.bheventos.com.br/noticia/12-02-2015-justica-restaurativa. disponível em 09/12/2015

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