Com o suporte da metodologia GIDE Avançada, Manaus supera a média do país em todos os níveis de ensino no Ideb 2015

Com o suporte da metodologia GIDE Avançada, Manaus supera a média do país em todos os níveis de ensino no Ideb 2015

Enquanto 16 das 26 capitais brasileiras não alcançaram suas metas na educação básica, Manaus se destacou na avaliação do Ministério da Educação como a capital que mais cresceu no IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – 2015. O crescimento foi tão significativo que a rede do município já alcançou as metas previstas para 2019.

A rede municipal de educação de Manaus é a terceira maior do Brasil, com 492 escolas e 292 mil alunos. O assunto mereceu a reportagem do jornalista Leo Branco, da Revista Exame, intitulada “Como Manaus Passou de Ano”. O texto mostrou os avanços obtidos no ensino da capital amazonense, conquistados com o suporte da metodologia GIDE – Gestão Integrada da Educação Avançada – idealizada pela Prof.ª Maria Helena Godoy. O projeto foi conduzido desde seu início, em 2014, pela sócia sênior do Aquila, Michelle Souza.

Leia a íntegra da matéria no site da Revista Exame

IDEB 2015 confirma o sucesso das escolas parceiras da FDG

IDEB 2015 confirma o sucesso das escolas parceiras da FDG

Nesta última quinta-feira foi divulgado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), ano base 2015,  principal indicador da qualidade do ensino no país.

Como ocorrido nas edições anteriores do IDEB, as escolas parceiras da FDG que trabalham com a Gestão Integrada Escola obtiveram excelentes resultados, incluindo a Rede Municipal de Caeté, ex-parceira, cujas escolas continuam implementando a Gestão Escolar.

A FDG parabeniza as escolas parceiras pelos resultados alcançados!

Resultados IDEB 2015_A

 

Resultados IDEB 2015_B

Resultados IDEB 2015_C

 

Mais informações, acesse: http://ideb.inep.gov.br/

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

Especialista em gestão educacional garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem.

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Mas, o que poucas pessoas sabem é que a má qualidade educacional no país não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional. O ano de 2016 começou com uma crise econômica e a educação foi uma das áreas que sofreu cortes de investimentos. Mas, para a professora Maria Helena Godoy, coordenadora dos projetos técnicos educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em Nova Lima, o mais importante é saber como utilizar esse ativo.

A especialista garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem. Entretanto, esses mesmos investimentos, sem foco gerencial, são, na maioria dos casos, desperdício e uma ação falida em termos de resultados. “É necessário que as lideranças educacionais saibam onde intervir, evitando desperdício de recursos, tempo e talento de profissionais que decidem percorrer o caminho de tentativas e erros, ao implementar políticas e projetos, sem um diagnóstico prévio, fundamentados em hipóteses”, diz Maria Helena.

De acordo com a educadora, a gestão contribui fortemente para a melhoria da qualidade da educação, melhorando os índices, por exemplo, de alfabetização, IDEB, ENEM e outros. “É preciso lembrar que o método gerencial não substitui o conhecimento técnico ou pedagógico, mas faz acender um farol indicando onde se deve interferir, na seleção de ações para reversão dos maus resultados. Um exemplo dessas ações apontadas com muita frequência em planos gerenciais diz respeito à atratividade das aulas ministradas. Diagnósticos gerenciais mostram que este é um fator crucial para que se obtenham bons resultados educacionais, como os que têm sido alcançados em Redes Educacionais”, cita.

 

Tabela resultados da implementação_Manaus

Resultados

E para ajudar neste processo de gestão, a especialista cita uma importante ferramenta que permite integrar os aspectos pedagógicos, estratégicos e gerenciais: a metodologia GIDE (Gestão Integrada da Escola), que é orientada pelo método PDCA de solução de problemas e balizada pelo indicador próprio IFC/ RS (Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social), apresentando de forma organizada as causas pedagógicas e ambientais que têm impacto nos resultados da aprendizagem. “Escolas e redes de ensino que buscam a metodologia GIDE como método gerencial têm se beneficiado significativamente. Em Belo Horizonte, por exemplo, 5 dos 10 primeiros lugares dentre as escolas públicas, no IDEB 2013, (Ensino Fundamental 1) são parceiras ou ex-parceiras da FDG. A escola que detém o primeiro lugar desde 2009, no IDEB (7,9 em 2013), é também parceira da FDG”, afirma a professora.

Ensino Fundamental I

Dessa forma, na medida em que o conhecimento gerencial organiza os meios para atingir os fins, ou seja, os resultados do processo ensino aprendizagem, conclui-se que a gestão é, de fato, um caminho insubstituível para alterar o patamar de resultados existentes. “Não é utópico pensar que a gestão na educação se mostra o melhor caminho para o crescimento do País”, declara Maria Helena Godoy.

Ideb escolas públicas

Ideb escolas públicas II

Ela lembra que cabe à sociedade civil, com destaque para os pais de alunos, acompanhar criteriosamente os resultados produzidos pelas escolas, a exemplo do IDEB e, em casos de resultados ruins, sugerir (em conselhos de pais, por exemplo) uma gestão mais eficaz com foco em resultados. No caso das empresas, levando-se em conta a eficácia de sua responsabilidade social, o apoio das organizações, fundações e instituições sociais é muito bem-vindo e pode fazer toda a diferença. “A experiência ensina que somente com aplicação de um método gerencial escolas e redes estarão aptas a decidir qual a melhor forma de aplicar um investimento financeiro”.

 

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Aprendizado Adequado

Prova Brasil – Escala SAEB

Na Prova Brasil, o resultado do aluno é apresentado em pontos numa escala (Escala SAEB). Discussões promovidas pelo comitê científico do movimento Todos Pela Educação, composto por diversos especialistas em educação, indicaram qual a pontuação a partir da qual pode-se considerar que o aluno demonstrou o domínio da competência avaliada. Decidiu-se que, de acordo com o número de pontos obtidos na Prova Brasil, os alunos são distribuídos em 4 níveis em uma escala de proficiência: Insuficiente, Básico, Proficiente e Avançado. No QEdu, consideramos que alunos com aprendizado adequado são aqueles que estão nos níveis proficiente e avançado.

Saeb

 

Fonte: Fundação de Desenvolvimento Gerencial

Escola de BH é referência em qualidade de educação

Escola de BH é referência em qualidade de educação

A Escola Estadual Duque de Caxias, na região do Barreiro, tem se destacado consecutivamente quando o assunto é o nível de ensino no Brasil

Por duas vezes, ela foi primeiro lugar na avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, 100% dos alunos alcançaram o nível “recomendável” no Proalfa, exame que mede a capacidade de escrita e leitura de alunos do 3º ano fundamental. Em entrevista, a diretoria da instituição Maria Eliza Resende afirma que um dos objetivos da escola é formar cidadãos críticos e atuantes na sociedade de forma ética e responsável, almejando o bem comum.

Qual é a sensação de saber que a escola na qual você é diretora ficou em primeiro lugar entre as escolas estaduais da Grande BH no Ideb?
É grande a alegria de saber que os objetivos aos quais a escola se propõe estão sendo alcançados. A sensação é a de termos uma certificação de que estamos no caminho certo em busca da qualidade da educação.

Existe algum programa interno na escola que tenha como objetivo o Ideb e o Proalfa?
Todas as ações da escola são voltadas diariamente para o êxito do aluno quanto à aprendizagem. E esse foco tem como consequência o êxito nas avaliações internas, externas e o sucesso do aluno como um todo, não sendo especialmente em avaliações.

Na Duque de Caxias, o resultado do Ideb só tem crescido com o passar dos anos, inclusive ele está acima das médias mineiras. Qual é a sua avaliação?
Ao aumento do resultado às orientações da Secretaria de Estado de Educação (SEE), no sentido de organizar a prática pedagógica de acordo com o nível de ensino aliada a Gestão Integrada da Escola (Gide). Isso propicia que a coordenação seja focada em metas, onde o gerenciamento das ações, planejamento e monitoramento ocorram de forma sistemática e contínua.

Essa notoriedade também pode ser vista como um peso, já que provavelmente os pais e alunos esperam que a escola esteja sempre bem colocada no ranking?
Isso não é visto como um peso para a escola, mas com uma afirmação de que somos capazes de promover a aprendizagem com qualidade do aluno. Porém, a comunidade escolar, em vista do destaque, espera a continuidade do mesmo.

Qual é o segredo da Duque de Caxias?
Não tem segredos, e sim ações pertinentes aos objetivos que devem nortear o trabalho de uma escola e uma equipe altamente comprometida. Toda à escola tem como foco a aprendizagem do aluno diariamente, realizando um planejamento sério e bem feito, coerente com o nível de ensino. Monitoramos a execução do planejamento por meio de uma avaliação contínua, inclusive diagnosticando os desvios, o que possibilita a intervenção no tempo certo. Assim, é possível reorientar as atividades, padronizar as ações de sucesso e corrigir as falhas.

Em sua opinião, que avanços Minas tem tido quando o assunto é educação?
Minas Gerais tem tido avanços significativos na educação ao viabilizar o Plano de Intervenção Pedagógica (PIP), que tem como objetivo intervir na dificuldade do aluno no tempo certo; a disponibilidade das matrizes curriculares, Currículos Básicos Comuns (CBCs) que possibilitam um direcionamento para as ações pedagógicas de modo a unificar a oportunidade de aprendizagem dos alunos no estado; a implementação do ensino fundamental com duração de 9 anos; ações com foco na gestão colegiada, onde há incentivo da participação da família na escola; o repasse de recursos públicos para subsidiar a merenda e manutenção da escola com cronograma definido e mais eficiente.

Como você gostaria que estivesse a educação básica do estado daqui 10 anos?
Gostaria que a Educação Básica estivesse com a qualidade que os mineiros merecem. Deste modo, se a medida/quantificação for importante e coerente que todas as escolas apresentem níveis recomendáveis e notas acima de 7,7. Almejo, portanto, que o Ideb das escolas mineiras seja relevante, bem como, que a evasão e a repetência sejam minimizadas progressivamente.

Escrito por Jornal Edição do Brasil em Opinião – 23/05/2014 - Diego Santiago - Jornal do Brasil