Os 20 anos da FDG

Os 20 anos da FDG

José Martins de Godoy

Faz 31 anos que iniciamos, na Escola de Engenharia da UFMG, um movimento pela melhoria da gestão no Brasil. Optamos pelo modelo japonês pela sua simplicidade na implementação, não sem antes adaptá-lo às condições brasileiras. Foi um movimento avassalador. Contamos com o apoio do Japão, realizando 33 missões de executivos brasileiros e trazendo de lá dez especialistas. Em 1993, fomos reconhecidos pela União de Cientistas e Engenheiros Japoneses como o segundo movimento internacional de gestão. A iniciativa contribuiu de forma significativa para que muitas empresas brasileiras se desenvolvessem e se tornassem importantes multinacionais.

Também instituímos a Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em 1997. Por força do então Novo Código Civil, tornamo-nos uma instituição assistencial e criamos o INDG para trabalhar para empresas e entidades.

Embora os conceitos de gestão sejam aplicáveis a qualquer área, a FDG trabalha somente na área educacional, desde 2003. Maria Helena Godoy tem se dedicado à área adaptando os conceitos à linguagem da escola, desenvolvendo tecnologia própria e fazendo sua aplicação. Detém hoje a Gestão Integrada da Educação Avançada, uma síntese desse esforço. Os projetos executados no Rio, que saiu do penúltimo lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o terceiro, e em Manaus, a capital que mais cresceu no último Ideb, atestam a eficácia do método.

Os conceitos são de fácil entendimento. Porém, a implementação exige determinação e persistência. Gerenciar é atingir metas, resolver problemas (maus resultados).

Recentemente, fizemos uma mudança estatutária e temos a intenção de levar a gestão educacional ao maior número possível de instituições. Temos tecnologia comprovada, que não pode ficar restrita a um universo reduzido. Entendemos que só a educação pode tirar o país do estado em que se encontra. Só um povo educado e instruído tem discernimento de que devemos, entre outras medidas, defenestrar líderes demagogos. Aqueles que quiserem enfrentar o desafio da melhoria da educação são bem-vindos. A excelência é o limite.


202 – 11/10/2017

José Martins de Godoy, engenheiro pela UFMG, dr. engenheiro pela Norges Tekniske Hogskole, ex-diretor da Escola de Engenharia da UFMG, cofundador do INDG, instituidor e integrante do Conselho de Administração Superior da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), presidente do Conselho de Administração do Instituto Aquila. Visite www.blogdogodoy.com

Fonte: http://revistaviverbrasil.com.br/plus/modulos/listas/?tac=noticias-ler&id=1995#.WeJ-F1WnHIU. Acessado em 14 de outubro de 2017.

Educação para fazer a diferença!

Educação para fazer a diferença!

A ​Cimentos Liz renova convênio com a FDG para, junto com a Secretaria Municipal de Educação, dar continuidade a implementação da Gestão Integrada da Educação (GIDE) em Vespasiano.

A renovação foi matéria dos jornais Vespasiano Em Notícias e Tribuna das Gerais. Leia abaixo.

      Tribuna das Gerais

Premiação da 1ª Gincana Online AppProva nas escolas parceiras da FDG

Premiação da 1ª Gincana Online AppProva nas escolas parceiras da FDG

Na manhã desta quinta-feira, dia 3 de novembro, a Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), premiou os alunos que se destacaram na 1ª Gincana Online pelo AppProva, realizada entre os dias 03 e 07 de outubro.

A consultora da FDG, Pollyanna Faria, esteve nas três instituições parceiras participantes para a entrega dos prêmios aos primeiros e segundos lugares de cada escola.

A gincana é mais uma ação proposta pela Gestão Integrada da Escola (GIDE), que objetiva preparar os alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), para que sejam bem classificados no exame. “ Essas ações incentivam os alunos e proporciona uma preparação adequada para que eles alcancem uma boa classificação no Enem que hoje é a porta de entrada para as universidades públicas, além da oportunidade de conseguir bolsas de estudos por meio do Prouni ou do Fies e até mesmo ingressar em cursos técnicos gratuitos oferecidos pelo Sisutec”, destaca a consultora.

A Fundação parabeniza os alunos:

Gabriel Coelho – 1º lugar geral, obtendo a maior nota entre as três escolas participantes e 1º lugar da E.E. Francisco Firmo de Matos.
Gabriela de Lima – 2º lugar da E.E. Francisco Firmo de Matos.

Eduarda Bárbara – 1º lugar da E.E. Padre João Botelho
Lorraine Kathleen – 2º lugar da E.E. Padre João Botelho

Raquel Santana – 1º lugar da E.E. Presidente Antônio Carlos
Shilda Gabrielly Ramalho – 2º lugar da E.E. Presidente Antônio Carlos

 

 

 

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

 

A tragédia do ensino público

A tragédia do ensino público

Os resultados do Ideb/2015 mostram a tragédia que é o ensino público brasileiro. O ensino médio e fundamental 2 não atingiram as metas definidas para o exercício em pauta. No meu julgamento, falta o entendimento de quais itens são realmente importantes para produzir bons resultados. É óbvio que não basta criar slogans do tipo Pátria Educadora e fazer exortações para atingir melhores resultados. Também não é suficiente estabelecer metas (já foi um grande avanço, pois antes a palavra meta era considerada um palavrão na área educacional), é preciso ensinar “como atingir as metas”. O pulo do gato é a gestão focada em resultados.

Há exceções nesse universo trágico. Merece destaque o que foi conseguido pelo estado do Ceará. Entre as 100 melhores escolas públicas do país, 77 são do Ceará. No ensino fundamental 1 e fundamental 2, as 10 primeiras e 5, entre as 10 primeiras, respectivamente, são daquele estado. O que aconteceu? Julgo que a maneira de gerenciar o sistema teve forte influência. Nós lá estivemos implementando programas de gestão de 2001 a 2006 (com algumas interrupções durante uma mudança de governo). A Gestão Integrada da Escola (Gide), idealizada por Maria Helena P.C. de Godoy, começou a ser difundida em 2005, com a participação de todos os dirigentes da Secretaria da Educação e das escolas estaduais. Foi um movimento avassalador, tendo a aprovação de 98% dos dirigentes envolvidos. Continuamos acompanhando à distância a forma de atuação dos responsáveis pela gestão do ensino no estado. Vários deles são pessoas formadas naquele processo inicial e, no nosso entendimento, nunca deixaram de perseguir as metas de melhoria.

Outro destaque é a cidade de Manaus. O Instituto Aquila conduz, naquela cidade, um projeto que abrange cerca de 450 escolas na implementação da Gide. O ensino fundamental 2 era o mais crítico. A forte liderança do prefeito e da secretária de Educação, com grande envolvimento dos demais dirigentes e docentes, fez com que Manaus fosse a cidade que mais crescesse no país no Ideb/2015. O fundamental 2 deu um salto significativo. A revista Exame, na edição de 28/9/2016, numa reportagem de 5 páginas, sob o título Como Manaus passou de ano, narra este feito excepcional da capital do Amazonas. É uma prova cabal de que a gestão focada em resultados, conduzida por liderança comprometida, persistente e laboriosa e participação de assistência técnica competente, realmente funciona. É claro que é necessário abordar as causas fundamentais que impedem o atingimento das metas. E isso a Gide e as pessoas que a implementam sabem muito bem fazer.

Outro exemplo edificante é a Escola Estadual Gomes Carneiro de Porto Alegre. Conseguiu atingir a melhor média no Enem, entre as escolas estaduais do país. Como a maioria das escolas, tem muitas carências, falta de verbas (neste particular, o Brasil não está mal posicionado entre os países da OCDE. Ocupa o 15º lugar; porém, há desequilíbrio na destinação dos recursos pela falta de foco em que investir), instalações precárias, conforme foi mostrado em reportagem realizada na escola e mostrada para todo o país. Apesar de tudo, os dirigentes e docentes não esmoreceram e produziram esse milagre. É interessante notar que se concentraram nas causas normalmente encontradas em milhares de escolas da rede pública do país. A questão é definir as mais importantes, priorizá-las e implementar as contramedidas para saná-las. Dentre as causas, a mais importante é comprometimento do corpo docente e o seu empenho em conduzir as tarefas pertinentes. Isso foi o que mais chamou a atenção na Gomes Carneiro.

Quando se tem a Gide como método de trabalho, sustentada pelo Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS), também idealizado por Maria Helena P.C. de Godoy, torna-se fácil buscar as melhorias. O índice possibilita diagnosticar rapidamente as causas que impedem as escolas de atingir bons resultados. Foi concebido pela observação das causas recorrentes em mais de 5.000 escolas públicas. Contando com liderança, persistência, dedicação, amor pela causa da educação (itens indispensáveis para o aproveitamento do potencial da juventude brasileira e imprescindíveis ao progresso da nação), não tem errata. É melhorar ou melhorar.

José Martins de Godoy
185 – 28/10/2016

Fonte: Disponível em http://revistaviverbrasil.com.br/plus/modulos/listas/?tac=noticias-ler&id=1580#.WBMzCC0rLIU em 28 de outubro de 2016.

José Martins de Godoy, engenheiro pela UFMG, dr. engenheiro pela Norges Tekniske Hogskole, ex-diretor da Escola de Engenharia da UFMG, cofundador do INDG, instituidor e integrante do Conselho de Administração Superior da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), presidente do Conselho de Administração do Instituto Aquila.
Visite www.blogdogodoy.com

Gestão em Ação: simulado do ENEM também entusiasma alunos do EEPAC

Gestão em Ação: simulado do ENEM também entusiasma alunos do EEPAC

Os alunos do 3º ano do ensino médio da E.E. Presidente Antônio Carlos, no bairro Carmo Sion, realizam hoje o simulado presencial do ENEM. Esse preparatório é uma ótima maneira de conhecer a prova, saber como as questões são abordadas e ainda verificar quais são os assuntos que devem ser mais estudados.

A equipe da FDG esteve na escola antes do início do simulado para dar as boas-vindas aos alunos e repassar dicas para a realização de uma boa prova.

Essa ação do simulado é embasada no Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social (IFC/RS), principal indicador de resultados da metodologia Gestão Integrada da Educação (GIDE). A escola, parceira da FDG na GIDE desde 2012, avalia a sua capacidade de ampliar a adesão ao ENEM e de se preparar adequadamente para que seus alunos sejam bem classificados no exame. A cada ano, o indicador possibilita que a escola mensure o seu resultado e defina uma meta de melhoria, propondo ações para alcança-la.

Além dessa atividade, a escola trabalha o ENEM por meio de monitoria e por meio do AppProva, ferramenta tecnológica que auxilia na preparação para o Exame.

Assim como nos anos anteriores, o ENEM ocorrerá em dois dias seguidos. No sábado, dia 5 de novembro, os participantes farão as provas de ciências humanas e ciências da natureza, entre as 13h e as 17h30 (horário de Brasília). No domingo, dia 6, serão aplicadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação. Nesse dia, o tempo de exame será mais longo, entre as 13h e as 18h30 (horário de Brasília).

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

Alunos de escolas públicas atendidas pela FDG, em BH, terão acesso a uma nova ferramenta educacional de ponta que possibilita o aprendizado da matemática por meio de jogos

Alunos de escolas públicas atendidas pela FDG, em BH, terão acesso a uma nova ferramenta educacional de ponta que possibilita o aprendizado da matemática por meio de jogos

O Gerente de Tecnologia do Colégio Loyola, Bruno Paim, e a Consultora Educacional da FDG, Pollyanna Paulo, concedem entrevista à Rádio Itatiaia para falar sobre essa ferramenta inovadora, o Mangahigh, e sua implementação em três escolas parceiras da Fundação.

AUTO FALANTEOuça a entrevista

Manhã de capacitação para os professores das Escolas Estaduais Duque de Caxias, Padre João Botelho e Francisco Firmo de Matos

Manhã de capacitação para os professores das Escolas Estaduais Duque de Caxias, Padre João Botelho e Francisco Firmo de Matos

Muito se tem discutido sobre a formação dos professores, já que o Plano Nacional de Educação 2014-2024 prevê uma meta para formação inicial e outra para formação continuada. Isso porque o professor preparado tem papel fundamental na vida de seus alunos.

Pensando em melhorar a formação dos professores, a Fundação de Desenvolvimento Gerencial e o Colégio Loyola estão oferecendo, agora pela manhã, por meio do Convênio de Cooperação Técnica, a capacitação “O Lúdico e a Aprendizagem Significativa” para os professores do Ensino Fundamental I das escolas estaduais Duque de Caxias, Padre João Botelho e Francisco Firmo de Matos.

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Os professores do Colégio Loyola ministram, na capacitação, as seguintes oficinas:

- Letramento: da imaginação a aprendizagem significativa;
- Cric do Grilo: ativando os sentidos para a leitura do mundo;
- Ciranda dos livros e cultura das diferentes pessoas;
- Minas são Muitas: Cultura, Arte e Conhecimento;
- Conquistando Territórios, Ampliando Fronteiras.

O objetivo é auxiliar os professores na elaboração de aulas mais atrativas diante da nova realidade da sala de aula, atuando como mediadores da aprendizagem e promovendo educação de qualidade.

 

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Dinâmica apresentada em uma das oficinas ministradas

 

11 de agosto – Dia do Estudante

11 de agosto – Dia do Estudante

11 de agosto – Dia do Estudante

 

GIDE – Gestão Integrada da Educação auxilia na identificação das causas que mais influenciam os resultados nas escolas parceiras atendidas pela metodologia, e propõe ações criativas e inovadoras para atrair e incentivar os alunos a melhorarem nos estudos.

O dia do estudante surgiu oficialmente no ano de 1927, cem anos após a criação dos primeiros cursos superiores no Brasil. A data escolhida para comemorá-lo foi o dia 11 de agosto. Um levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC) registrou em 2015 um total de 37.826.565 alunos matriculados no Brasil.

O acesso à Educação é um direito assegurado pela Artigo 26, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, por isso, vários programas governamentais já foram criados para incentivar a permanência na escola e zerar o analfabetismo. Estudar não é uma tarefa fácil e por isso deve ser valorizado! É preciso muita disciplina e dedicação e deve ser visto como uma atividade de grande responsabilidade.

De acordo com a consultora dos Projetos Educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), Pollyanna Silva, o estudo leva as crianças ao crescimento saudável, a aprender a conviver com outras pessoas, a aceitar regras de boa convivência, além de dar-lhes conhecimentos para a vida, como a leitura e a escrita.

Pensando assim, a GIDE (Gestão Integrada da Educação) atua com o objetivo de melhorar o processo ensino e aprendizagem. Quando a escola tem foco em resultados ela promove várias ações para elevar o desempenho dos alunos e, consequentemente, os resultados da escola crescem.

Bom exemplo: aluno é premiado na OBMEP 2015

Por exemplo, na Escola Estadual Padre João Botelho, localizada no Bairro das Indústrias em Belo Horizonte, uma das ações para incentivar os alunos a estudarem e melhorarem seu desempenho é feita através de premiações. Após a consolidação e análise dos resultados bimestrais, a escola organiza um momento com a participação da família para premiar os alunos destaque. Ou seja, alunos cujo desempenho é igual ou superior a 70% do valor do bimestre em todas as disciplinas.

O aluno do 7º ano do ensino fundamental da escola, Paulo Roberto Silva Costa, de 12 anos, premiado na OBMEP em 2015 com um curso de matemática na UFMG e eleito o melhor aluno no segundo bimestre afirma se sentir impulsionado a estudar cada vez mais: “Um sentimento de felicidade e de alegria, por ter ganhado esses prêmios muito importantes que podem me ajudar na carreira quando crescer.”

Ele acrescenta que a escola o ajudou a melhorar sua maneira de estudar: “A escola me motiva a estudar, o ensino é muito bom com presença dos professores que se esforçam bastante para nos ensinar da melhor forma possível. Eu gosto dessa escola, ela tem excelentes resultados, com professores nota 10, a escola é bonita e tudo nela é bom. Aqui também tem uma parceria que nos ensina música, eu toco oboé e isso me ajuda a melhorar na matemática.”

Esse trabalho não é reconhecido só pelos alunos. As famílias também agradecem. “Na vida de qualquer criança, para o seu futuro, é fundamental a presença da família, a motivação para os estudos e o acompanhamento diário é muito importante. A escola Padre João Botelho conta com professores de excelência, com uma equipe de direção pedagógica nota 10, então a escola dá muitas oportunidades para os alunos que na minha época eu não tive, o meu papel é incentivá-lo a aproveitar todas essas oportunidades”, afirmou Kely Cristina Silva Costa, mãe do aluno premiado.

Ela reconhece que são esses projetos desenvolvidos na escola pelos professores e as parcerias que motivam os alunos e promovem a aprendizagem. “A escola conta com parcerias como Vallourec, com aulas de música e a FDG – com foco na aprendizagem dos alunos. É uma escola que está sempre inovando, buscando parcerias em prol dos alunos. Tem um projeto de português em que, a cada 15 dias, os alunos leem um livro novo, uma história nova para aprender, para conhecer, já que a leitura leva o ser humano a todos os lugares do mundo, sem sair do lugar. 

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

FDG concede entrevista à Rádio Inconfidência sobre ações de  Combate às Drogas no ambiente escolar

FDG concede entrevista à Rádio Inconfidência sobre ações de Combate às Drogas no ambiente escolar

Em razão do Dia Internacional de Combate às Drogas, a Rádio Inconfidência convidou a FDG para falar como o assunto é tratado nas escolas.

Na entrevista, a consultora Ana Paula Mendonça aborda as ações realizadas nas escolas parceiras da FDG por meio da Gestão Integrada da Educação – GIDE, para prevenir, identificar, quantificar e intervir nesse processo, a fim de que as crianças e adolescentes percebam na escola um ambiente mais agradável do que o mundo das drogas, pois a educação é que tem o poder de ampliar significativamente a possibilidade de seu crescimento pessoal e profissional.

AUTO FALANTEOuça a entrevista

 

26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

Especialista fala sobre o papel fundamental da escola para conscientizar e prevenir o uso de drogas entre os alunos por meio do diálogo e ampliando a perspectiva deles de sucesso na vida.

O dia 26 de junho marca a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Combate às Drogas. O uso de drogas é um mal social em todo o mundo. Segundo dados do Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usam drogas ilícitas.

E a escola tem um papel fundamental na vida dos alunos nesse sentido. Para a consultora Ana Paula Mendonça, da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), a escola precisa se posicionar de forma ativa, já que o jovem passa a maior parte do seu tempo nesse espaço. “A escola deve ser o principal instrumento de conscientização e prevenção de drogas. Quanto antes esses procedimentos começarem, melhores são os resultados”.

Por isso, ela afirma que o diálogo é uma ferramenta importante nesse processo. “É preciso manter um diálogo aberto e frequente com os alunos mostrando a eles a importância de se alcançar maior inserção nas atividades escolares e possibilitando que eles ampliem de forma significativa a perspectiva de sucesso na vida. Isso é o contrário do que ocorre com uma pessoa que se envolve com drogas, que tem suas possibilidades de sucesso minimizadas e, por vezes, até a expectativa de vida é reduzida. Dessa forma, as escolas conseguem falar a linguagem dos alunos e trabalhar com o objetivo de minimizar a influência das drogas na vida dessas crianças e adolescentes”, garantiu a especialista.

O uso da gestão para corrigir e atuar de maneira assertiva

Ela conta que por meio da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), utilizada pela FDG nas escolas públicas parceiras que são atendidas pela instituição, é possível mensurar o número de alunos envolvidos com drogas. Dessa forma, a escola consegue atuar de forma corretiva junto a esses alunos que sinalizam por meio de mudanças de comportamento o uso de drogas.

A consultora explica que quando essa é uma variável crítica na escola, o grupo gestor se reúne e define ações específicas de acordo com a realidade em que a mesma está inserida, para minimizar a influência no desempenho dos alunos. “Como exemplo de ações podemos citar: palestras com especialistas, parceria com a Polícia Militar, universidades e postos de saúde e dinâmicas envolvendo as famílias. Além de trabalhos interdisciplinares em que os alunos se transformam em agentes na construção de inúmeras atividades que visam fazê-los compreender os malefícios do uso de drogas”, citou Ana Paula.

A consultora acrescenta ainda que quando a escola identifica precisamente quais alunos apresentam problemas sérios de comportamento em função do uso de drogas, na maioria das vezes as escolas convocam as famílias para fazerem um trabalho junto aos CRAAS – Centro de Referência da Assistência Social ou para o Conselho Tutelar.

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

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