26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

Especialista fala sobre o papel fundamental da escola para conscientizar e prevenir o uso de drogas entre os alunos por meio do diálogo e ampliando a perspectiva deles de sucesso na vida.

O dia 26 de junho marca a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Combate às Drogas. O uso de drogas é um mal social em todo o mundo. Segundo dados do Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usam drogas ilícitas.

E a escola tem um papel fundamental na vida dos alunos nesse sentido. Para a consultora Ana Paula Mendonça, da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), a escola precisa se posicionar de forma ativa, já que o jovem passa a maior parte do seu tempo nesse espaço. “A escola deve ser o principal instrumento de conscientização e prevenção de drogas. Quanto antes esses procedimentos começarem, melhores são os resultados”.

Por isso, ela afirma que o diálogo é uma ferramenta importante nesse processo. “É preciso manter um diálogo aberto e frequente com os alunos mostrando a eles a importância de se alcançar maior inserção nas atividades escolares e possibilitando que eles ampliem de forma significativa a perspectiva de sucesso na vida. Isso é o contrário do que ocorre com uma pessoa que se envolve com drogas, que tem suas possibilidades de sucesso minimizadas e, por vezes, até a expectativa de vida é reduzida. Dessa forma, as escolas conseguem falar a linguagem dos alunos e trabalhar com o objetivo de minimizar a influência das drogas na vida dessas crianças e adolescentes”, garantiu a especialista.

O uso da gestão para corrigir e atuar de maneira assertiva

Ela conta que por meio da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), utilizada pela FDG nas escolas públicas parceiras que são atendidas pela instituição, é possível mensurar o número de alunos envolvidos com drogas. Dessa forma, a escola consegue atuar de forma corretiva junto a esses alunos que sinalizam por meio de mudanças de comportamento o uso de drogas.

A consultora explica que quando essa é uma variável crítica na escola, o grupo gestor se reúne e define ações específicas de acordo com a realidade em que a mesma está inserida, para minimizar a influência no desempenho dos alunos. “Como exemplo de ações podemos citar: palestras com especialistas, parceria com a Polícia Militar, universidades e postos de saúde e dinâmicas envolvendo as famílias. Além de trabalhos interdisciplinares em que os alunos se transformam em agentes na construção de inúmeras atividades que visam fazê-los compreender os malefícios do uso de drogas”, citou Ana Paula.

A consultora acrescenta ainda que quando a escola identifica precisamente quais alunos apresentam problemas sérios de comportamento em função do uso de drogas, na maioria das vezes as escolas convocam as famílias para fazerem um trabalho junto aos CRAAS – Centro de Referência da Assistência Social ou para o Conselho Tutelar.

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

É possível melhorar a educação mesmo em momentos de crise econômica?

Especialista em gestão educacional garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem.

Quando se pergunta à população brasileira, em uma pesquisa de opinião, qual seria o problema fundamental do Brasil, a maioria indica a precariedade da educação. Mas, o que poucas pessoas sabem é que a má qualidade educacional no país não está ligada à falta de verba, mas sim à deficiência da gestão educacional. O ano de 2016 começou com uma crise econômica e a educação foi uma das áreas que sofreu cortes de investimentos. Mas, para a professora Maria Helena Godoy, coordenadora dos projetos técnicos educacionais da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), em Nova Lima, o mais importante é saber como utilizar esse ativo.

A especialista garante que a competência gerencial, com pequenos recursos financeiros, pode operar melhorias significativas nos resultados da aprendizagem. Entretanto, esses mesmos investimentos, sem foco gerencial, são, na maioria dos casos, desperdício e uma ação falida em termos de resultados. “É necessário que as lideranças educacionais saibam onde intervir, evitando desperdício de recursos, tempo e talento de profissionais que decidem percorrer o caminho de tentativas e erros, ao implementar políticas e projetos, sem um diagnóstico prévio, fundamentados em hipóteses”, diz Maria Helena.

De acordo com a educadora, a gestão contribui fortemente para a melhoria da qualidade da educação, melhorando os índices, por exemplo, de alfabetização, IDEB, ENEM e outros. “É preciso lembrar que o método gerencial não substitui o conhecimento técnico ou pedagógico, mas faz acender um farol indicando onde se deve interferir, na seleção de ações para reversão dos maus resultados. Um exemplo dessas ações apontadas com muita frequência em planos gerenciais diz respeito à atratividade das aulas ministradas. Diagnósticos gerenciais mostram que este é um fator crucial para que se obtenham bons resultados educacionais, como os que têm sido alcançados em Redes Educacionais”, cita.

 

Tabela resultados da implementação_Manaus

Resultados

E para ajudar neste processo de gestão, a especialista cita uma importante ferramenta que permite integrar os aspectos pedagógicos, estratégicos e gerenciais: a metodologia GIDE (Gestão Integrada da Escola), que é orientada pelo método PDCA de solução de problemas e balizada pelo indicador próprio IFC/ RS (Índice de Formação de Cidadania e Responsabilidade Social), apresentando de forma organizada as causas pedagógicas e ambientais que têm impacto nos resultados da aprendizagem. “Escolas e redes de ensino que buscam a metodologia GIDE como método gerencial têm se beneficiado significativamente. Em Belo Horizonte, por exemplo, 5 dos 10 primeiros lugares dentre as escolas públicas, no IDEB 2013, (Ensino Fundamental 1) são parceiras ou ex-parceiras da FDG. A escola que detém o primeiro lugar desde 2009, no IDEB (7,9 em 2013), é também parceira da FDG”, afirma a professora.

Ensino Fundamental I

Dessa forma, na medida em que o conhecimento gerencial organiza os meios para atingir os fins, ou seja, os resultados do processo ensino aprendizagem, conclui-se que a gestão é, de fato, um caminho insubstituível para alterar o patamar de resultados existentes. “Não é utópico pensar que a gestão na educação se mostra o melhor caminho para o crescimento do País”, declara Maria Helena Godoy.

Ideb escolas públicas

Ideb escolas públicas II

Ela lembra que cabe à sociedade civil, com destaque para os pais de alunos, acompanhar criteriosamente os resultados produzidos pelas escolas, a exemplo do IDEB e, em casos de resultados ruins, sugerir (em conselhos de pais, por exemplo) uma gestão mais eficaz com foco em resultados. No caso das empresas, levando-se em conta a eficácia de sua responsabilidade social, o apoio das organizações, fundações e instituições sociais é muito bem-vindo e pode fazer toda a diferença. “A experiência ensina que somente com aplicação de um método gerencial escolas e redes estarão aptas a decidir qual a melhor forma de aplicar um investimento financeiro”.

 

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Aprendizado Adequado

Prova Brasil – Escala SAEB

Na Prova Brasil, o resultado do aluno é apresentado em pontos numa escala (Escala SAEB). Discussões promovidas pelo comitê científico do movimento Todos Pela Educação, composto por diversos especialistas em educação, indicaram qual a pontuação a partir da qual pode-se considerar que o aluno demonstrou o domínio da competência avaliada. Decidiu-se que, de acordo com o número de pontos obtidos na Prova Brasil, os alunos são distribuídos em 4 níveis em uma escala de proficiência: Insuficiente, Básico, Proficiente e Avançado. No QEdu, consideramos que alunos com aprendizado adequado são aqueles que estão nos níveis proficiente e avançado.

Saeb

 

Fonte: Fundação de Desenvolvimento Gerencial