Escola de BH reduz número de alunos acima do peso

Escola de BH reduz número de alunos acima do peso

Escola de BH reduz em quase 60% número de alunos acima do peso

Escola municipal foi atendida pelo Programa Saúde na Escola, e, entre 2013 e 2016, conseguiu tirar 192 alunos da faixa de sobrepeso

Por Thailor Gonçalves

A Escola Municipal Francisco de Magalhães Gomes, localizada na Vila Clóris, região Norte de Belo Horizonte, conseguiu realizar uma façanha junto aos seus alunos: reduziu em 58% o número de crianças com sobrepeso, entre 2013 e 2016.

A instituição participou do Programa Saúde na Escola (PSE), do Ministério da Educação integrado ao Ministério da Saúde. Dos 689 estudantes que participaram do projeto, 331 tinham o peso acima do ideal, ou 48% do total. Ao final do programa, 192 tinham deixado a faixa de sobrepeso.

“Uma nutricionista da prefeitura elaborou um cardápio com restrições ao consumo de lanches industrializados na escola.Também plantamos uma horta na escola com a ajuda dos próprios estudantes e com o acompanhamento de engenheiros agrônomos da prefeitura”, disse o monitor do PSE em Belo Horizonte, Pedro Henrique da Mata e Silva.

Os alunos ainda auxiliam na colheita dos vegetais e participam de oficinas sobre a importância da alimentação saudável. Tudo o que é colhido na horta é destinado ao preparo da merenda oferecida na cantina da escola.

O programa também faz avaliação oftalmológica dos alunos, medição da pressão arterial e do Índice de Massa Corporal (IMC), avaliação dental anual e campanhas de promoção à saúde para a prevenção dos casos de dengue, vacinação do HPV, orientações sobre saúde sexual e higiene pessoal. Se necessário, o aluno avaliado é encaminhado para tratamento em um posto de saúde.

Foto: Divulgação

SAIBA MAIS

O PSE foi instituído em 2007 e chegou à capital mineira no ano seguinte, com apenas uma escola e um centro de saúde por regional. De lá para cá, já deu um salto no número de escolas atendidas: apenas nos primeiros quatro meses de 2016, 18.017 alunos passaram pelo programa e a meta é terminar o ano com 98 mil crianças de 6 a 14 anos atendidas.

Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), criada em 1997, dá apoio para implementação dos trabalhos quando procurada pelas escolas, por meio da metodologia de gestão integrada da educação (GIDE). “É feito um diagnóstico acerca das necessidades da escola e, em seguida, montamos um plano de ação, em conjunto com a direção do estabelecimento de ensino”, conta Rosângela Torres, pedagoga e consultora da FDG.

Em Belo Horizonte, outras cinco escolas públicas recebem o apoio da fundação, que também atua em outros municípios da região metropolitana da capital:

  • Escola Estadual Carlos Campos, no bairro Eymard;
  • Escola Estadual Duque de Caxias, no Barreiro;
  • Escola Estadual Helena Pena, no bairro Sagrada Família;
  • Escola Estadual Padre João Botelho, Barreiro;
  • Escola Estadual Presidente Antônio Carlos, no Sion.

Fonte: http://cangurubh.com.br/noticia/saude/escola-de-bh-reduz-em-quase-60-numero-de-alunos-acima-do-peso. Disponível em 13/09/16.

26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

26 de junho: Dia Internacional de Combate às Drogas

Especialista fala sobre o papel fundamental da escola para conscientizar e prevenir o uso de drogas entre os alunos por meio do diálogo e ampliando a perspectiva deles de sucesso na vida.

O dia 26 de junho marca a data escolhida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional de Combate às Drogas. O uso de drogas é um mal social em todo o mundo. Segundo dados do Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, cerca de 5% da população mundial entre 15 e 64 anos, que corresponde a uma média de 243 milhões de pessoas, usam drogas ilícitas.

E a escola tem um papel fundamental na vida dos alunos nesse sentido. Para a consultora Ana Paula Mendonça, da Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG), a escola precisa se posicionar de forma ativa, já que o jovem passa a maior parte do seu tempo nesse espaço. “A escola deve ser o principal instrumento de conscientização e prevenção de drogas. Quanto antes esses procedimentos começarem, melhores são os resultados”.

Por isso, ela afirma que o diálogo é uma ferramenta importante nesse processo. “É preciso manter um diálogo aberto e frequente com os alunos mostrando a eles a importância de se alcançar maior inserção nas atividades escolares e possibilitando que eles ampliem de forma significativa a perspectiva de sucesso na vida. Isso é o contrário do que ocorre com uma pessoa que se envolve com drogas, que tem suas possibilidades de sucesso minimizadas e, por vezes, até a expectativa de vida é reduzida. Dessa forma, as escolas conseguem falar a linguagem dos alunos e trabalhar com o objetivo de minimizar a influência das drogas na vida dessas crianças e adolescentes”, garantiu a especialista.

O uso da gestão para corrigir e atuar de maneira assertiva

Ela conta que por meio da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), utilizada pela FDG nas escolas públicas parceiras que são atendidas pela instituição, é possível mensurar o número de alunos envolvidos com drogas. Dessa forma, a escola consegue atuar de forma corretiva junto a esses alunos que sinalizam por meio de mudanças de comportamento o uso de drogas.

A consultora explica que quando essa é uma variável crítica na escola, o grupo gestor se reúne e define ações específicas de acordo com a realidade em que a mesma está inserida, para minimizar a influência no desempenho dos alunos. “Como exemplo de ações podemos citar: palestras com especialistas, parceria com a Polícia Militar, universidades e postos de saúde e dinâmicas envolvendo as famílias. Além de trabalhos interdisciplinares em que os alunos se transformam em agentes na construção de inúmeras atividades que visam fazê-los compreender os malefícios do uso de drogas”, citou Ana Paula.

A consultora acrescenta ainda que quando a escola identifica precisamente quais alunos apresentam problemas sérios de comportamento em função do uso de drogas, na maioria das vezes as escolas convocam as famílias para fazerem um trabalho junto aos CRAAS – Centro de Referência da Assistência Social ou para o Conselho Tutelar.

 

Fundação de Desenvolvimento Gerencial

Dia da Família

Dia da Família

Neste ano, o evento realizado na Escola Estadual Helena Pena, em Belo Horizonte, teve como tema o combate e prevenção à dengue.

Todos os anos a Escola Estadual Helena Pena, no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte, promove a festa do Dia da Família. Há alguns anos a escola deixou de promover uma festa para o Dia das Mães ou dos Pais e passou a realizar um evento único e sem distinção, já que atende alunos que vivem em diferentes estruturas familiares. Neste ano, devido ao aumento de casos de dengue entre os alunos e funcionários o tema da festa, que aconteceu na manhã do último sábado, dia 7, foi o combate e prevenção ao mosquito Aedes Aegypt.

Durante o evento, os alunos realizaram uma série de apresentações. Os estudantes do 5º ano fizeram uma apresentação teatral para toda a escola, no próprio auditório, sobre o combate à dengue. Já os alunos de 6 e 7 anos, apresentaram uma música sobre o Dia da Família. Na quadra de esportes da escola também houve uma apresentação de Zumba, produzida pela professora de educação física. Além disso, os pais receberam, em sala de aula, os resultados do 1º bimestre dos alunos durante uma reunião com os professores e as mães foram homenageadas pelo seu dia, que foi comemorado no último domingo, dia 8.

Campanha de combate à dengue

A escola atende alunos de 6 a 11 anos, do 1º ao 5º ano, totalizando cerca de 500 estudantes. De acordo com a vice-diretora Sidnea Aparecida, neste ano houve um aumento significativo dos casos de dengue na escola e que vem afastando alunos e professores da sala de aula. “Temos realizado com os estudantes passeatas na região com a distribuição de panfletos para a comunidade. Já os alunos menores fazem rondas diárias na escola para identificar possíveis focos do mosquito. Além das peças de teatro sobre o tema, também foi confeccionado um mural, com a ajuda de algumas mães conscientizando sobre a importância da prevenção à dengue”.

 

A vice-diretora acrescenta que todas essas ações fazem parte do programa ambiental 5S, que foi implantado na escola por meio da metodologia de Gestão Integrada da Educação (GIDE), pela Fundação de Desenvolvimento Gerencial (FDG). “O 5S trabalha os cinco sensos para a melhoria do ambiente e também da vida pessoal de toda comunidade escolar, ajudando a formar hábitos saudáveis de vida entre as pessoas”, disse.

 

“A campanha de combate à dengue engloba todos os temas do programa 5S (Utilização/Ordenação/Limpeza/Saúde/Auto-disciplina). Com a utilização, limpeza e ordenação é possível separar os materiais que são úteis dos que não são mais utilizados para evitar o acúmulo de sujeira e água parada, contribuindo para a saúde de todos e a auto-disciplina de manter esse hábito”, afirmou a consultora da FDG na escola, Janaína Lopes.